A era da prosperidade chegou no Brasil?

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Estamos no alvorecer de um período que pode ser de grande prosperidade para os brasileiros.

Entretanto, atualmente, todas as economias do mundo estão divididas entre promover um segmento de atividade econômica mais avançado, globalmente integrado, contudo, empregando uma minoria da força de trabalho. Ou promover segmentos de baixa produtividade, mas com capacidade de absorver a maior parte da força de trabalho, com baixos salários e em condições precárias. Este é o nosso desafio atual e a pergunta é: como nosso Ministro da Economia irá lidar com esse dualismo?

O mundo hoje convive com esse desafio. Como alcançar a prosperidade econômica inclusiva com a criação de “bons empregos” em quantidade suficiente para elevar a qualidade de vida da população.

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A visão fiscalista excessivamente centrada nas despesas e com perspectiva de curto prazo, corre o risco de entregar ao país alguns empregos a mais que hoje, mas ainda com baixa produtividade e pouca capacidade tecnológica. Sem emprego produtivo e confiável para a grande maioria de nossa força de trabalho, o crescimento econômico ou permanece indefinido ou seus benefícios irá se concentrar em uma pequena minoria.

O bom emprego, aquele que fomenta uma classe média com boas condições de moradia, alimentação, saúde, educação e transporte, deve ser o objetivo de políticas públicas responsáveis e que permitam condições para as empresas proporcionarem esses “bons empregos” para a população como um todo. Esse deveria ser o planejamento de longo para o país, longe desse frenesi econômico e social que vivemos hoje.

O Brasil só sobreviverá bem nos próximos anos se soubermos encaixar responsabilidade de gastos e reinvenção de nossa estrutura produtiva. Políticas restritivas, só do lado da despesa, surtiram efeito apenas no curto prazo, talvez para os próximos 2 anos e, particularmente, de forma mais duradoura para a elite financeira do país.

Precisamos de indústrias e serviços tecnologicamente mais sofisticadas, produtos genuinamente brasileiros e de tecnologia complexa, serviços atrelados à uma indústria de média e alta tecnologia. Além de formação de mão de obra qualificada e capaz de entregar a capacidade tecnológica exigida por demandas do comércio internacional.

Contudo, políticas para suprir essas questões passam por reforço educacional nos três níveis, básico, médio e superior. Mas é uma estratégia de longo prazo e o passo tecnológico no mundo pode ser mais rápido que nossa capacidade de formar gente.

Outra alternativa são as políticas de incentivo ao emprego menos qualificado por parte de empresas mais sofisticadas. A construção civil brasileira já faz isso. Nesse caso, o governo tem um importante papel a desempenhar, afetando a natureza da adoção da inovação tecnológica por parte das empresas. Muitas vezes, os governos subsidiam tecnologias de substituição de mão-de-obra, intensivas em capital, ao invés de direcionar a inovação em direções socialmente mais benéficas, para aumentar em vez de substituir trabalhadores menos qualificados. E o Brasil tem vários setores que pode servir a isso, o agronegócio é um bom exemplo.

Por último, as pequenas e médias empresas geralmente não são objeto de políticas públicas, contudo, os serviços executados por empresas desse porte podem absorver boa parte da mão de obra atualmente com baixa qualificação. Mas, é preciso políticas industrial e de inovação para esse tipo de empresa, que domina cerca de 40% do PIB brasileiro. A inovação frugal é um instrumento interessante para aumentar a produtividade nesse tipo de empresa.

Por fim, o texto mostra a encruzilhada a qual se encontra o Brasil na questão de seu desenvolvimento. A classe média já deu o recado nas urnas, mas pouco se falou sobre os caminhos para o desenvolvimento que irá gerar riqueza para essa mesma classe média.

A hora é agora, não podemos perder mais tempo!

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