A presença (empresarial) de Anitta

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A cantora Anitta é uma empresa omnichannel e turbinada pelo mundo digital, a pessoa Larissa de Macedo Machado é a comandante de uma empresa com faturamento estratosférico e que emprega 50 pessoas.

Embalada pela transformação da indústria da música, a cantora está mostrando sua força como empresária jovem que aprendeu rapidamente a aproveitar janelas de oportunidades abertas pela transformação tecnológica.

A transformação do mercado da música foi causada inicialmente pelo fenômeno Napster, no início dos anos 2000. O Napster foi um software que mudou para sempre o paradigma do consumo nos produtos audiovisuais. A mudança continuou com nova legislação sobre direitos autorais e compartilhamento de músicas e vídeos, que derrubou a predominância do Napster nesse mercado.

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Em 2007 a Apple, com o iTunes e o iPhone, lançou a nova plataforma para o consumo de audiovisuais. E finalmente, em 2008 surge o Spotfy e, logo depois, o Deezer, duas das plataformas de streaming de música mais famosas que atualmente dão as cartas nesse setor. Além do YouTube, é claro.

A digitalização de músicas e vídeos modificou o lugar onde se faz dinheiro nesse setor. Antes as grandes gravadoras dominavam tudo, atualmente a competência empresarial do próprio artista e um enorme ecossistema de assessores de comunicação, produtores musicais, produtores de shows, assessores de marca, gestão de RH, desenvolvedores de conteúdo, entre outros, que determinam o sucesso ou um fracasso de um avatar comercial como Anitta.

Qual lição então uma pequena empresa pode tirar desse processo de mudança tecnológica da indústria da música e ascensão de fenômenos como a Anitta, as irmãs Kardashians, o alagoano youtuber Carlinhos Maia, entre outras celebridades digitais?

A lição é que se uma só pessoa pode surfar a onda da transformação digital, uma pequena empresa também pode. Os mercados consumidores hoje são conectados, inclusivos e articulados em comunidades.

Conceitos como inovação frugal permitem que produtos e serviços de baixo custo, mas extremamente úteis atendam a mercados com renda baixa, mas com desejo de consumir.

O que conta é flexibilidade, pois a empresa Anitta afirma que seus funcionários são livres para buscar a solução necessária para atender ao consumidor. A escassez do produto, a Anitta sabe dosar sua imagem em shows, comerciais de TV, palestras empresariais, sempre na medida que não “canse” seus consumidores. Deixando um gostinho de quero mais, e pagarei mais para ter mais.

As lições empresariais de Anitta

A indústria de música está ressurgindo, e a Anitta é um exemplo da forma desse ressurgimento. É essa forma que deixa lições para as pequenas empresas em relação ao mundo digital:

  • O poder está nas redes: você não tem mais um público-alvo, mas uma rede de clientes. Explore essa rede. Isso torna necessário entender melhor quem são as pessoas que te compram (personas), como eles compram (jornada de compra) e como eles se comportam fora do ambiente de compra.
  • Seu negócio deve ser uma plataforma que intermedie outros produtos e serviços, pode ser até de seus concorrentes. A Anitta é empresária de outros cantores e faz um monte de parcerias no Brasil e no exterior. Todas suas parcerias são concorrentes no showbusiness.
  • As interações de sua rede de clientes com seu negócio valem dinheiro, transforme esses dados em novos negócios. Na transformação do negócio da música, as gravadoras perderam dinheiro e controle sobre os produtos, e se reinventaram como consultorias, vendendo informações e serviços provenientes de sua expertise no ambiente musical.
  • Inove sempre, adaptando ou customizando soluções para seus clientes. Reduza os custos deles, atenda uma expectativa não atendida por seu concorrente. Inove.
  • Adapte sua proposta de valor a cada mudança de costume de seu cliente. A indústria da música perdeu muito dinheiro com o Napster e a transferência de arquivos de graça. A Apple permitiu que essa indústria se reinventasse cobrando por música. Os smartphones consolidou a mudança da forma de consumo do audiovisual e são muito bem explorados pelos streamings de música.

Os artistas perceberam que não basta só música, os shows, os produtos licenciados, desenhos animados, participação em filmes e programas de TV, são canais múltiplos de contato com o público consumidor. E lembre-se que muitos desses artistas começaram sozinhos ou possuem uma pequena empresa para assessora-los, mas são generosos com suas redes.

Então, entenda sua rede ou faça uma, mas o poder está nas redes e em sua estratégia de transformação digital.

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