O tecno-alimento!!!

O Brasil construiu um enorme potencial no campo a partir do desenvolvimento tecnológico. O texto mostra algumas das oportunidades que existem. Mas é preciso respeito ao meio-ambiente e investimento em ciência para que as oportunidades sejam de fato bons negócios.

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O mundo caminha para os 9 bilhões de habitantes em 2050 e o Brasil é considerado um dos países que pode alimentar o mundo. Essa afirmação se apresenta como uma grande oportunidade para empresas que trabalham no setor de alimentos no Brasil e em especial no Nordeste.

Quando falo em alimentos, quero dizer em toda a cadeia produtiva, do cultivo ou rebanho à mesa do consumidor. E com responsabilidade ambiental, por favor.

Comida e ciência

Nossa comida do dia a dia muda de acordo com os gostos, a disponibilidade e incorporação de tecnologia nos produtos. O Nordeste tem se mostrado, nos últimos anos, uma fronteira na produção de alimentos.

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Regiões como o cerrado baiano, o MATOPIBA (fronteiras de Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia), a região de Petrolina e Juazeiro, o sertão do Rio Grande do Norte e Ceará e, recentemente, o SEALBA (Sergipe, Alagoas e Bahia), podem ser consideradas novas fronteiras agrícolas no Brasil para grãos em larga escala (milho, soja, feijão, sorgo, etc).

Essas fronteiras foram desenvolvidas com novas sementes para a região, pacotes tecnológicos com fertilizantes e defensivos para aumentar a produtividade. Tudo isso junto com muita, muita, mas, muita ciência brasileira.

Novas tecnologias para a produção de alimentos

Outras tecnologias disponíveis para a produção de alimentos incorporam câmaras de cultivo indoor, fazendas urbanas em prédios inteiros, vegetais mais saborosos e com mais nutrientes, carnes produzidas em laboratório. São várias trajetórias tecnológicas que surgem na produção de alimentos.

Essas trajetórias tecnológicas podem ser estudadas e desenvolvidas também nas universidades nordestinas, inclusive em parceria com empresas locais. No Brasil existem mecanismos legais que permitem e incentivam esse tipo de relação universidade-empresa.

Também, a tecnologia de armazenamento é fundamental para evitar desperdício e garantir os ganhos de produtividade no campo. Quase 25% das safras são perdidas no transporte e armazenamento. Novos tipos de plásticos, biofilmes em frutas e legumes exportados, novas formas de conservação em armazéns e silos. São os desafios tecnológicos que se apresentam para que se produza mais com menos.

A dieta do futuro

Mas é no prato que se encontram as grandes novidades. Que são  formas de preparos de alimentos com técnicas que aproveitam cascas, sementes e produtos com pouca qualidade estética. Além do desenvolvimento de alimentos sem proteína de origem animal, mas com a mesma aparência.

Carnes e laticínios a partir de vegetais desenvolvidos pela @impossiblefoods, ou um bife de carne desenvolvida em laboratório pela @beyondmeat. São exemplos do que pode ser desenvolvido na produção de alimentos.

Com alimentos oriundos das mais diversas fontes de nutrientes, a dieta do futuro será sob medida. Serviços biomédicos para mapeamento do DNA atualmente já são capazes de identificar qual dieta melhor se adequa para cada organismo, são os “nutrigenéticos”, oferecendo conselhos dietéticos, mas que atualmente podem não ser muitos precisos.

Pode parecer muito artificial? Mas saiba que nada do que consideramos de ‘Natural’ atualmente sempre foi assim. Aliás, natural é um termo que os profissionais de marketing adoram usar para nos vender quase todos os tipos de alimentos.

As frutas e verduras que colocamos em nossa boca hoje foram seletivamente cultivadas ao longo de milhares de anos, muitas vezes sem o reconhecimento da cultura original. As cenouras não eram originalmente laranja, eram magras e brancas, pêssegos uma vez se assemelhavam a cerejas e tinham sabor salgado, melancias eram pequenas, redondas, duras e amargas, as beringelas costumavam parecer ovos brancos.

Hoje as oportunidades são imensas no campo. Agritechs e techfoods são denominações genéricas de empresas de base tecnológica. As Startups, voltadas para apresentar soluções com alto teor de tecnologia para problemas ligados a agricultura e a produção e desenvolvimento de alimentos.

O desenvolvimento de nutracêuticos, cosmecêuticos, fitoterápicos e outros fármacos são fontes de oportunidades para negócios de base tecnológica a partir da agricultura e biodiversidade do campo.

Alimentos, profissões e soluções para as atividades no campo estão mudando rapidamente e o Brasil como potência agrícola não pode ficar de fora.

Agora é só escolher o que você vai querer comer no cardápio do futuro.

Sem fumaça, claro!!!

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