Comprido igual um dia de fome!!!

O título desse post é uma expressão popular no Nordeste, com a Paraíba junto, que mostra a relação de tamanho e distância feita pelo sertanejo com sua principal aflição, a fome.

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Um dia de fome, para quem já passou é longo e doloroso. É "comprido".

Segundo a FAO, órgão da ONU para a agricultura e produção de alimentos, em relatório de 2018 a fome atinge a cerca de 820 milhões de pessoas no mundo, ou a quatro vezes a população brasileira (veja aqui https://bit.ly/2YkoWIP ). Acredito que a tecnologia e o conhecimento pode resolver esse problema.

No Brasil a fome vinha caindo desde 2004, saindo de quase 4,5% da população para cerca de 2,5% em 2018. Mas ainda assim esse percentual totaliza cerca de 5 milhões de brasileiros que passam fome (veja aqui https://bit.ly/2LwzcaQ).

Retirar essas pessoas da situação de fome é imperioso para todos os governos no Brasil.

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Tecnologia é a solução

E reconhecendo que é o conhecimento que pode tirar as pessoas da fome e da miséria, fui buscar dados sobre as Agtechs brasileiras. Essas empresas são empreendimentos de base tecnológica (Startups) voltadas para o agronegócio.

Geralmente operam dentro de universidades públicas ou em outros ambientes de inovação fomentado com recursos públicos. São operadas por pesquisadores e alunos das universidades públicas. O produto dessas empresas é fruto de pesquisa aplicada e financiada com fundos públicos, em sua maioria. Atualmente o conhecimento para mitigar ou eliminar a fome no mapa do Brasil está nas universidades públicas.

Segundo a Associação Brasileira de StartUps (ABStartup), no Brasil existem cerca de 12.991 startups, das quais 182 (1,4%) possuem soluções em produtos e serviços para o setor agrícola. Essas empresas atuam em diversas áreas como agricultura de precisão, assistência técnica e no desenvolvimento de novos alimentos (veja aquihttps://bit.ly/2JQT312).

A ESALQ de Piracicaba, a escola de agricultura da USP, constituiu um hub tecnológico para receber empresas dessa natureza. A universidade oferece um espaço físico, transferência de tecnologia e mentoria para o desenvolvimento de 110 agtechs. As empresas lá instaladas possuem soluções que vão da agricultura de precisão até o desenvolvimento de composto proteico baseado em farinha de grilos (sim, o inseto).

O Nordeste também tem Agtechs

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) tem a iniciativa HUBINE (http://(https://bit.ly/2SuDgcl). Essa iniciativa se constitui num espaço de apoio a novas ideias, tecnologias e integração dos ecossistemas regionais de inovação. Existem Hubine em Fortaleza e Salvador, com 12 empresas que trabalham em regime de coworking.

Duas dessas empresas são Agtechs, trabalhando com plataformas para a comercialização de produtos da agricultura familiar e alimentos orgânicos.

Essas iniciativas mostram o volume de oportunidades que existem no Brasil e no Nordeste para o surgimento das AGtechs.

É importante a conscientização de empreendedores e do governo para a necessidade de políticas públicas em pesquisa e inovação. Pois, é na universidade pública que está o principal celeiro de conhecimento e inovação do Brasil na atualidade (veja aquihttps://bit.ly/2ZQyc5v).

E tudo isso aí vale muito dinheiro para o país!! 😆

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