O que é neuroconomia?

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A neuroeconomia é uma nova linha de pesquisa que tenta unir as disciplinas de neurociência, psicologia e economia. De certa forma, os estudos iniciais da economia forma feitos por filósofos interessados em entender o comportamento humano tomando decisões.

Questões relacionadas ao egoísmo ou altruísmo eram o foco das análises. Então, de certa forma, economia e psicologia podem ser consideradas disciplinas complementares e estudam os mesmos fenômenos: tomada de decisão, julgamento baseado em valor, heurísticas. A psicologia aborda essas questões a partir de uma perspectiva fenomenológica, orientada por experimentos e a economia aborda a partir de uma perspectiva teórica abstrata.

Mas existem várias economias, portanto faço uma ressalva, a neuroeconomia é filha mais nova da economia neoclássica ortodoxa, aquela que trata puramente das decisões de agentes racionais.

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Nesse ramo da economia, os agentes possuem racionalidade substantiva, ou seja, uma pessoa que decide é considerada perfeitamente racional e tem um conhecimento completo, enquanto suas escolhas econômicas, guiadas pela racionalidade, e estão contidas apenas na esfera econômica sem afetar outros aspectos do indivíduo, tais como as emoções ou ser influenciado pelo ambiente. Aqui a teoria vem antes da realidade.

Ou seja, essa linha da economia imagina que sua decisão ao comprar um celular é ponderada puramente pelo preço do produto e não por suas funções e tecnologia de última geração.

Os psicólogos, com exceções, foram praticamente empiristas. Eles buscam entender o que motivou a compra do celular, será que você comprou por que seu vizinho tem um igual? Será que você comprou por conta de um fora do namorado ou namorada?

A decisão de compra, nesse caso, vai além da utilidade ótima para o indivíduo ponderada pelo preço dos produtos, mas é um processo subjetivo e é com muita observação, entrevistas e dados coletados em pesquisas empíricas que se consegue minimamente entender as motivações do consumidor.

Enquanto os economistas partem da teoria para imaginar a realidade, os psicólogos partem da realidade para desenvolver uma teoria. A abordagem experimental da economia comportamental é uma inovação nesse sentido.

Então, economia comportamental, ou neuroeconomia, vem mostrar que as pessoas nem sempre funcionam da maneira que a teoria econômica poderia prever, isto é, de uma maneira racional e ótima ao tomar suas decisões. Existe além da matemática, a dopamina, alterando o conceito do que é a utilidade ótima para um ser humano. Para ficar em termos objetivos.

Mas temos, ainda, que considerar os dois sistemas do cérebro.

Assim, vivemos em um mundo engraçado em que diferentes partes do nosso cérebro são adaptadas a diferentes tipos de circunstâncias, mas não temos uma estrutura de controle que saiba qual seria a mais apropriada em determinada situação, nós não somos máquinas otimizadoras de escolhas, mas temos que fazer essas escolhas o tempo todo.

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