Startup é pensamento, inovação e ação!!!

Mudanças e transformações de toda natureza e em quase todos os setores de atividade econômica estão dando a tônica atualmente. São as capacidades dinâmicas das empresas que irão fazer a diferença nessa nova economia de transformações.

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A gestão estratégica de empresas e da inovação parece ser coisa de grandes multinacionais, várias ferramentas e conhecimentos que levam a empresa conseguir vantagem competitiva sustentável passam ao longe no esforço operacional diário de uma pequena empresa. Mas, a pequena empresa tem em sua agilidade a maior vantagem, falta a ela disciplina e visão de futuro.

Com o advento das startups e do conceito de transformação digital em empresas estabelecidas, sejam elas grandes ou pequenas, a comunidade empresarial identificou a importância das capacidades dinâmicas como elemento fundamental para alcançar a competitividade e o sucesso.

A abordagem de capacidades dinâmicas surge para esclarecer como as organizações lidam com esse ambiente mutável e incerto.

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Capacidades dinâmicas e pensamento empreendedor

Isso pode ser visto em um recente trabalho acadêmico do professor e consultor David Teece, da Universidade de Berkley – Business models and Dynamics Capabilities (veja aqui https://bit.ly/2NXAH41). Nesse artigo o autor argumenta que os novos modelos de negócios, as capacidades competitivas e a estratégia empresarial são elementos interdependentes para o sucesso do negócio independente do tamanho.

Em outro artigo de pesquisadores brasileiros em relação as capacidades dinâmicas e pequenas empresas – The Inception of Dynamic Capabilities In SMEs (veja aqui https://bit.ly/2LVLqt9), nota-se que é a capacidade de aprendizado do empreendedor que irá transformar a organização em termos de recursos competitivos.

Mas enfim, o que são as capacidades dinâmicas?

Teece, Pisano e Shuen em 1997 (veja aqui https://bit.ly/2Kqjawo), definem as capacidades dinâmicas como capacidades próprias de uma empresa que podem ser fontes de vantagem e explicam como as combinações de competências e recursos podem ser desenvolvidas, implantadas e protegidas no interior das mesmas e na obtenção das capacidades dinâmicas.

No caso das pequenas empresas, pode-se inferir que, é a habilidade do empreendedor em perceber a oportunidade de mercado. Mas não só perceber a oportunidade é suficiente.

Se faz necessário construir ou combinar recursos competitivos existentes (financeiros, materiais, humanos e capacidade empreendedora) para explorar a oportunidade. Assim, esse conjunto de habilidades se constituirá em capacidades dinâmicas.

Quando falamos em grandes empresas, elas possuem um grande arsenal de recursos e capacidade próprios, mas no caso de starups, por exemplo, a escassez de recursos é imperiosa. Por isso a habilidade e a capacidade de aprendizado do empreendedor são fundamentais para o sucesso competitivo da pequena empresa.

Então, quais práticas gerenciais genéricas uma startup precisa desenvolver para exercitar suas capacidades dinâmicas?
  1. Detectando/Sentindo o ambiente (Sensing)

O sensing diz respeito a avaliação das oportunidades e necessidades do mercado. É um exercício de prospecção de clientes e necessidades para que o empreendedor sinta o “pulso” no mercado.

  1. Captura de valor (Seizing)

Capturar, nesse sentido, refere-se à reação da empresa às necessidades do mercado de modo que aumente o valor da empresa. Isso envolve a criação de modelos de negócios inovadores e a garantia de acesso a capital e recursos. Requer capacidade de aprender novos modelos e criar formar de captura do valor gerado para o mercado. Sabendo que a empresa até gera valor no mercado, mas a captura do mesmo não é simples.

  1. Transformação empresarial (Transforming)

Transformar se refere à reinvenção dos processos da empresa e à manutenção de sua relevância para os consumidores. Isso exige que os gestores aprimorem e alterem constantemente as práticas organizacionais. Transformar é a chave para criar um crescimento sustentável e inovador.

Existem várias ferramentas de aprendizado e para trabalhar esses processos de aprendizado e mudança. Mas o primeiro passo é o empreendedor aprender a desaprender, para aprender de novo. Só então é possível implementar rotinas inovadoras e alinhadas com o espírito do tempo.

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